domingo, 3 de outubro de 2010

Liberte-me, coração indócil

Ó coração indócil!
que me faz sempre de vítima
me mata a cada dia
por querer sempre reviver

Me faz forte
louco de pedra
sobrevivente de guerra
da minha própria mente chacoalhada
que quis sempre ser eu mesmo

Eu me apaguei
esqueci quem eu era
por querer derrotar os inimigos
dos amigos
hoje sou forte contra todos
e fraco contra mim mesmo

Me remendo
com cola e fita
cheio de esperança
um dia hei de crescer
sorrir como eu mesmo
chorar com razão incontida

Deixar pra trás o que me dói
manter a felicidade em legado
por todos aqueles corações de mim mesmo
que hoje se preocupam
com a transparência que teima
que quer deixar de existir

Eu quero sorrir
quero gritar
deixar de me torturar
Ser feliz assim com o meu coração
e não com a minha solene razão.

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