quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Solidão à dois

Ah! que faríamos nós dois?
sem perceber que já foi
eu o via caminhar
junto aos braços tão seus

Aquele que beijava teus lábios
antes de mim
tristeza de um arlequim
e eu quis me pendurar
saber chegar
passarelar com suas vaidades
sua verdade de menina moça
quis bravejar

levar-te-ei comigo
pro paraíso de conversas ferozes
e beijos bonitos
beijos roubados, incontidos
fazer de você, minha

Bailar nos teus encalços
perder-me em seus passos
e ver que nosso amor não morreu

Ah! se eu pudesse dizer
virar anjo pra quê?
eu quis fantasiar
os nossos segredos

E agora que sambo nessa rotina
de rodas apertadas
de gente que um dia era amiga
e hoje nem vilã é

Sumiu, vagou, largou a esperança
E o que será de nós?
que agora sambamos sós
Com vontade de parar sem querer

Dá a mão pra cá, a cintura lá
vamos deixar levar
a vida é quem faz o teatro
mas é a gente quem encena

Chaplin foi grande sem dizer nada
deixemos de ser pequenos com essa conversa fiada
fazer futuro sem tempestade
tenta crer nessa realidade

Mas se um dia reclamarem
de tudo que a gente viveu
mande pra'quele lugar
vão ver que nosso amor não morreu

Deu um descanso
mas não morreu...

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